A Tragédia da Rua das Flores

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SINOPSE

«Era no Teatro da Trindade, representava-se o Barba Azul.» Este é o cenário em que se inicia a acção de A Tragédia da Rua das Flores, romance de Eça de Queiroz que ele mesmo qualificou como «livro cruel» e que permaneceu inédito durante mais de um século. Escrita entre 1877 e 1878 e apenas publicada em 1980, esta é a história da paixão fatal de Vítor e Genoveva, que Eça acabaria por deixar por corrigir e editar, mas que serviu de ponto de partida para que em 1888 os leitores recebessem aquela que é a sua obra-prima, Os Maias. A presente edição de A Tragédia da Rua das Flores recupera e corrige o texto da primeira edição, com fixação e notas de João Medina e A. Campos Matos.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Polémico
Carmo | 2021-08-18
A Tragédia da Rua das Flores não é dos romances de Eça de Queiroz mais conhecidos e editados, o que é pena. A existência do romance remonta a 1877, quando Eça o menciona em correspondência ao seu editor. Contudo, só viria a ser publicado mais de cem anos depois, após muita discordância familiar; o escândalo era temido pela viúva e pela filha. Não sem alguma razão para o temor, o tópico do romance é uma relação incestuosa que o autor desenvolve em episódios rápidos, curtos e intensos. Um drama moral cruel e chocante elevado a dimensões de tragédia grega. A história da concepção e publicação desta obra é-nos contada no primoroso prefácio que antecede o romance; muitas foram as voltas dadas pelo rascunho encontrado nas gavetas familiares até ser publicado e chegar às mãos dos leitores. Todavia, este prefácio contém informação valiosa para a boa apreciação da obra, mas também está pejadinho de spoilers. Há quem não se importe, eu odeio! E fui apanhada desprevenida, quando dei por mim já sabia o teor do drama e o desfecho da principal personagem feminina. Não deixei de apreciar a história, mas retirou-lhe grande parte do impacto. Uma simples chamada de atenção teria evitado o transtorno. Ouso propor à editora a introdução desse cuidado em novas edições.
Surpreendente
Maria | 2018-11-25
Apesar de ter lido antes de o comprar que era muito semelhante aos Maias (de facto há pontos em comum), investi na mesma e não me arrependi. Muito bom, com a crítica social típica de Eça super aguçada. Aconselho!

DETALHES DO PRODUTO

A Tragédia da Rua das Flores
ISBN: 978-972-38-3059-0
Edição/reimpressão: 09-2018
Editor: Livros do Brasil
Código: 77447
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 210 x 31 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 464
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.
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