A Relíquia

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SINOPSE

Romance saído em folhetins na Gazeta de Notícias, cuja epígrafe se tornou célebre - "Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia" - por sintetizar a aliança entre realismo e imaginação, naturalismo e fantástico, patente na obra. Da intriga central - a viagem de Teodorico à Terra Santa, de onde traz, não a relíquia que prometera à tia beata, mas sim, por lapso, a camisa de dormir de uma amante - sobressai o sonho ou a viagem no tempo do protagonista, que, acompanhado pelo seu erudito amigo, Dr. Topsius, assiste à pregação, julgamento e morte de Jesus. A obra, que exalta a figura humana de Cristo, como paradigma de amor e de bondade, foi considerada herética pelos sectores mais conservadores, por questionar a divindade de Cristo.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

A Relíquia, um livro que podia ter sido escrito hoje.
Inês Dias de Carvalho | 2019-04-15
Um dos poucos livros que me faz rir e que apesar de escrito há mais de 100 anos continua atual. A história do Raposão que tenta cumprir a missão que a sua titi acha moralmente aceitável, com inevitáveis desvios e paixões que tomam conta da narrativa, num final algo inesperado e humilde. A obra mais crítica dos costumes e moral portugueses que Eça de Queirós escreveu, no seu estilo inconfundível, dos melhores que podemos ter na nossa língua!
uma comédia que vale a pena!
Luís Nuno Barbosa | 2018-11-22
Um livro que, bem ao estilo de Eça de Queirós, retrata e satiriza uma sociedade conservadora e beata, com uma fantástica e inesperada comédia.

DETALHES DO PRODUTO

A Relíquia
ISBN: 978-989-711-008-5
Edição/reimpressão: 01-2014
Editor: Livros do Brasil
Código: 77035
Coleção: Obras de Eça de Queiroz
Idioma: Português
Dimensões: 139 x 209 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de Produto: Livro
Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.
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