Neve de Primavera

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SINOPSE

Durante a Era Meiji, o Japão abre-se ao Ocidente e uma nova burguesia, avessa aos tradicionais costumes e valores nipónicos, entretece-se com a antiga aristocracia. Kiyoaki, filho único do marquês Matsugae, descendente de uma família samurai cujas origens humildes o embaraçam, é enviado para viver os seus primeiros anos em casa de um nobre da corte e cresce lado a lado com a filha deste, a encantadora e vivaz Satoko. Agora adolescente, Kiyoaki vê-se dominado pela tensão entre o velho e o novo mundo, entre o passado das suas raízes e o presente de uma paixão avassaladora, capaz de agitar as estruturas imperiais e o próprio conceito de existência, a um ponto que só o seu fiel amigo Honda poderá testemunhar. Publicado em 1969, Neve de Primavera é o primeiro romance da tetralogia Mar da Fertilidade, testemunho literário de Yukio Mishima, que morreria após terminar a última peça deste que é o mais monumental retrato do Japão do século XX.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

Na reedição da obras de Yukio Mishima (pela Livros do Brasil), Neve de Primavera pressente a chegada do século XX japonês como uma revoada de novidade de luz. Quando o li pela primeira vez pareceu-me um livro arrebatador. Ainda é.
Francisco José Viegas, Correio da Manhã

DETALHES DO PRODUTO

Neve de Primavera
ISBN: 978-989-711-135-8
Edição/reimpressão: 06-2021
Editor: Livros do Brasil
Código: 77538
Coleção: Dois Mundos
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 416
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
Yukio Mishima, novelista e dramaturgo, pseudónimo de Kimitake Hiraoka, nasceu em Tóquio em 1925 e suicidou-se de forma mediática, praticando o ritual japonês seppuku, a 25 de novembro de 1970, manifestando assim a sua discordância perante o abandono das tradições japonesas e a aceitação acrítica de modelos consumistas ocidentais. O idealismo que enforma a sua obra e conduzirá a sua vida está enraizado no tradicionalismo militar e espiritual dos samurais, e a sua conceção da arte liga-se a um elevado culto da alma e do corpo. Mishima é um dos mais conhecidos escritores japoneses, várias vezes apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura, e autor de obras inesquecíveis como Confissões de Uma Máscara (1948), O Templo Dourado (1956) ou O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar (1963).
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