As Vinhas da Ira

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SINOPSE

Na década de 1930, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa e provocaram o êxodo de muitos deles para oeste, rumo à Califórnia, em busca de trabalho. Quando os Joad perdem a quinta de que eram rendeiros no Oklahoma, juntam-se a milhares de outros ao longo das estradas, no sonho de conseguirem uma terra que possam considerar sua. E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina. Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck, publicado em 1939 e premiado com o Pulitzer em 1940, é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estoica de uma mulher. As Vinhas da Ira é um marco da literatura mundial.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Vinhas da Ira — A epopeia de uma luta pela sobrevivência
João Matias | 2026-06-01
“Mastiguei” este livro durante dois meses e, após ter lido “Ao Deus Desconhecido” há alguns anos — que, decididamente, irei reler em breve — decidi aventurar-me nesta obra do escritor americano Steinbeck. E posso dizer que Steinbeck é mestre nas histórias viscerais, potentes e capazes de mexer profundamente com os sentimentos do leitor. É impossível ficar impune após a leitura das suas obras. Se ainda não o conhecem, deem uma oportunidade ao americano; acredito que será uma experiência única e transformadora. Quanto a “Vinhas da Ira”, acompanhamos a jornada da família Joad após a Grande Depressão, a industrialização da agricultura — que originou o desemprego, a miséria e o abandono de muitos camponeses, como é o caso desta família — e a luta diária pela sobrevivência de um povo despojado do seu modo de vida. O relato, quase íntimo, é assombroso. Difícil. Por vezes revoltante. Mas não deixa de ser necessário e de possuir uma atualidade perene. O êxodo em busca de trabalho, dignidade humana e justiça — retratado ao longo de mais de 500 páginas — torna-se, sobretudo, um apelo à consciencialização, ao afeto, à partilha e, acima de tudo, à capacidade de olhar o outro como alguém humano, necessário e digno. Uma obra-prima, intensa e que deve ser lida com calma; como estas obras merecem…
Excelente!
H. Miranda | 2025-11-12
É um clássico, e os clássicos têm sempre uma profundidade de conhecimento humano que faz dos livros sempre atuais, porque, na sua essência, o ser humano não muda assim tanto e a vida em sociedade passa por ciclos através dos tempos. Recomendo a quem gosta de ler e viver as emoções das personagens ao mesmo tempo que aprende sobre uma determinada época e cultura.

DETALHES DO PRODUTO

As Vinhas da Ira
de John Steinbeck
ISBN: 978-972-38-2907-5
Edição/reimpressão: 02-2015
Editor: Livros do Brasil
Código: 77027
Coleção: Dois Mundos
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 37 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 576
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

sobre John Steinbeck

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1962

John Steinbeck nasceu em Salinas, na Califórnia, em 1902, numa família de parcos haveres. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso. Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco (Tortilla Flat, na edição original), confirmado depois, em 1937, com a novela Ratos e Homens. A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e também por um grande fascínio para com a terra. Em 1939, publicaria aquela que, por muitos, é considerada a sua obra-prima, As Vinhas da Ira. Entre os seus livros, destacam-se ainda os romances A Leste do Paraíso (1952) e O Inverno do Nosso Descontentamento (1961), bem como Viagens com o Charley (1962), em que relata uma viagem de três meses por quarenta estados norte-americanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962. Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968.
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