2020-01-22

Uma Família Inglesa

Romance de Júlio Dinis chega à coleção Clássicos Portugueses

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Depois da publicação de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, é agora a vez de Uma Família Inglesa, de Júlio Dinis, se juntar à coleção de Clássicos Portugueses recentemente inaugurada pela Livros do Brasil. Com um grafismo semelhante às Obras de Eça de Queiroz e mantendo a grafia anterior ao AO de 1990, o livro chega às livrarias a 23 de janeiro.

Revelado em folhetins, no Jornal do Porto, em 1867 e publicado em volume um ano depois, este romance, que afirmou a singularidade de Júlio Dinis na literatura portuguesa, apresenta-nos os dias de Carlos Whitestone, jovem herdeiro de um lucrativo negócio de exportações, passados em pleno devaneio boémio nas ruas, nos cafés e na noite da cidade do Porto. Por alturas do Carnaval, num baile de máscaras, Carlos apaixona-se por uma rapariga belíssima, cuja identidade desconhece, mas que irá descobrir tratar-se de Cecília, filha do modesto e obediente guarda-livros que trabalha para o seu pai. É a história deste casal aquela que se narra em Uma Família Inglesa: a força do seu encontro e a mudança a que ele os obrigará, denunciando os dois grandes temas da obra – a família e o trabalho.

O AUTOR

Nasceu em 1839 no Porto, onde cursou Medicina. Em 1862, diagnosticado com tuberculose, suspende o exercício da profissão e retira-se, nos anos seguintes, para Ovar e, mais tarde, para a Madeira. Descoberto o encanto da vida rural, mas nunca esquecendo o afã da cidade e a sua burguesia nascente, publica o seu primeiro romance em volume, As Pupilas do Senhor Reitor, em 1867, seguindo-se-lhe Uma Família Inglesa (ambos lançados previamente em folhetins, no Jornal do Porto) e A Morgadinha dos Canaviais, ambos em 1868. No ano seguinte, conclui o seu quarto romance, Os Fidalgos da Casa Mourisca, cujas provas tipográficas já não acabará de rever. Marcando a transição entre romantismo e realismo, e influenciado pela leitura dos grandes autores ingleses, como Jane Austen ou Charles Dickens, Júlio Dinis cultiva na sua obra o tratamento cuidado de temas familiares e quotidianos, numa estrutura de desenvolvimento lento, mas de resolução engenhosa. Após uma longa batalha contra a doença, morre prematuramente, aos 31 anos, na cidade que o viu nascer, em 1871.

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