2023-01-12

O primeiro romance de James Joyce

Livros do Brasil publica Retrato do Artista quando Jovem, uma das peças do tríptico fundamental da obra do autor irlandês

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Inteligente, irónico e pleno de sensibilidade, este foi o primeiro romance publicado por James Joyce, em 1916, anunciando uma originalidade que marcaria para sempre a história da literatura. Retrato do Artista quando Jovem é, nas palavras do prefaciador e tradutor Alfredo Margarido, «um dos volantes do tríptico fundamental da obra de Joyce». Com Ulisses e Finnegans Wake tem em comum o conceito de labirinto, seja ele espacial, temporal ou linguístico. Escrita ao longo de 10 anos, entre Dublin e Trieste, a obra não era reeditada pela Livros do Brasil há mais de três décadas.

 

O livro já se encontra em pré-venda e estará disponível nas livrarias a 12 de janeiro.

 

Preocupado em ser um gentleman e um bom católico, o jovem protagonista deste retrato sofre de medos e inseguranças, tanto em ambiente familiar como na escola. Nestas páginas, numa tentativa de se tornar «gente de antes quebrar que torcer», acompanhamos as suas dores de crescimento.

 

SOBRE O LIVRO

Parte do tríptico a que pertencem também Ulisses e Finnegans Wake, Retrato do Artista quando Jovem aborda a formação espiritual do adolescente irlandês Stephan Dedalus e o processo de rebeldia em relação à rígida educação católica a que está sujeito. Se em Ulisses a descoberta se faz sobretudo pelo tempo, aqui é o espaço que representa o campo de exploração. Dublin surge como a cidade labiríntica cujas ruas, pontes, passeios e portas simbolizam os meandros do subconsciente de um jovem incompreendido e magoado, em busca da sua liberdade.

 

SOBRE O AUTOR

James Joyce nasceu em Dublin, na Irlanda, a 2 de fevereiro de 1882, e é considerado um dos maiores escritores do século xx. Entre as suas obras mais conhecidas contam-se o volume de contos Gente de Dublin (1914) e os romances Retrato do Artista quando Jovem (1916), Ulisses (1922) e Finnegans Wake (1939). A sua escrita incluiu inovações técnicas como o uso extensivo do monólogo interior, o desenvolvimento de uma rede de símbolos retirados da mitologia, da história e da literatura, e a criação de uma linguagem repleta de palavras inventadas e trocadilhos. Faleceu em Zurique, na Suíça, em 1941.

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