2021-05-04

No altar das reportagens de guerra

Cristo com Carabina ao Ombro é o novo título da coleção Dois Mundos – Não Ficção, da Livros do Brasil. Obra inédita em Portugal, reúne as narrativas de Ryszard Kapuscinski sobre as violentas transformações sociais e políticas nas décadas de 60 e 70

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Em Cristo com Carabina ao Ombro, Ryszard Kapuscinski apresenta o seu próprio combate contra o silêncio noticioso em torno de histórias de opressão, num périplo desde o Médio Oriente à América Latina. O destino final destas páginas é Moçambique, cuja guerra pela independência o autor acompanhou até ao histórico ano de 1974.

É a primeira vez que esta obra é publicada em Portugal, numa tradução a partir do original polaco.

 

O livro estará disponível nas livrarias a 6 de maio.

 

Na primeira edição polaca deste livro, aparecida em 1975, dizia o próprio autor: «Pouco depois da morte de Che Guevara, o pintor revolucionário argentino Carlos Alonso pintou um quadro que imediatamente se tornou famoso em toda a América Latina: a figura de um Cristo de carabina ao ombro. O quadro de Alonso converteu-se desde então num símbolo artístico do guerrilheiro, do homem que combate a violência e a arbitrariedade na sua luta por um mundo diferente, justo e bom para todos os seres humanos.» É a eles, a todos os jovens rebeldes que lutam pela liberdade nos seus países, que se dedicam as reportagens reunidas neste volume.

 

O autor

Ryszard Kapuscinski nasceu a 4 de março de 1932, na cidade polaca de Pinsk, hoje situada na Bielorrússia. Estudou História na Universidade de Varsóvia e, em 1955, começou a trabalhar como jornalista, escrevendo reportagens sobre a reconstrução da Polónia. Ainda nos anos 50, foi pela primeira vez enviado como correspondente para a Ásia (Índia, Paquistão, Afeganistão) e para o Médio Oriente. Mais tarde, passou longos anos como correspondente em África e na América Latina. Considerado um dos grandes mestres do jornalismo moderno, Kapuscinski foi eleito em 1999 o melhor jornalista polaco do século xx e distinguido, em 2003, com o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades. Faleceu a 23 de janeiro de 2007.

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