As Crianças Adormecidas

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SINOPSE

Na década de oitenta, a explosão do consumo de heroína e o surgimento da epidemia da sida tiveram um efeito devastador em toda uma geração de jovens. Quarenta anos depois da morte do seu tio Désiré, Anthony Passeron decidiu investigar a história silenciada da sua família e analisar o que no campo científico internacional corria em paralelo. O resultado é As Crianças Adormecidas, uma narrativa comovente que entrelaça memórias íntimas, sociologia e história, olhando para o sofrimento solitário de uma família em particular e para a competição entre hospitais e centros de investigação franceses e norte-americanos, até à identificação, em 1983, de um vírus que matou milhões de pessoas em todo o mundo. Este é um retrato sóbrio de uma época de caos, vibrante com ânsias de liberdade, de expressão de orgulho, de viver o novo, perplexa com um terror desconhecido, uma dor indizível, um luto asfixiado pelo estigma.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Há uma tese que daqui emana, apontando o silêncio, a vergonha e a culpabilização moral como catalisadores de uma tragédia que se agigantou desnecessariamente, na família do narrador, mergulhada na negação, como em todas as outras: “A cada um a sua competência: aos médicos, a ciência; à minha família, a mentira.” Numa escrita seca e direta, Passeron expõe essa mentira à medida que a descobre. O texto que daí nasce não é uma busca pela verdade, mas uma luta, página a página, pelo direito à memória e a uma história.»
Sara Figueiredo Costa, Expresso

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Impactante
Célia Gil/Histórias Soltas Presas Dentro de Mim | 2026-02-22
O mérito maior do livro reside na forma como articula o plano pessoal com o científico e o histórico. A par da história familiar, o autor introduz a corrida médica e científica para identificar o vírus da Sida, criando um contraponto rigoroso e informativo que impede o texto de resvalar para o mero testemunho emocional. Esta alternância entre a intimidade e o relato quase documental confere densidade e equilíbrio à obra. O estilo é contido, sem adornos supérfluos. Há uma sobriedade que amplifica o impacto dos acontecimentos: Passeron escreve como quem escava, camada após camada, expondo fragilidades, culpas e silêncios. Não há dramatização excessiva; há, antes, uma tentativa de compreender. Essa contenção torna a leitura ainda mais perturbadora, porque o horror não é ampliado por efeitos retóricos, é apresentado na sua nudez factual.
Muito interessante. Recomendo!
Célia Reis | 2025-07-09
Um relato cru, sóbrio e verdadeiro sobre a vida nos anos 80 do século passado, numa pequena comunidade francesa, amplamente afetada pelo flagelo do consumo de heroína, em paralelo com o que acontecia no campo internacional, até à descoberta do vírus que matou milhões de pessoas em todo o mundo, através da história, silenciada pela família, de Désiré, tio do autor, vítima do flagelo do crescente consumo de heroína, e do surgimento da epidemia da SIDA, numa altura em que ainda não se sabia o que era, nem como se transmitia.

DETALHES DO PRODUTO

As Crianças Adormecidas
de Anthony Passeron
ISBN: 978-989-711-253-9
Edição/reimpressão: 01-2025
Editor: Livros do Brasil
Código: 77593
Coleção: Contemporânea
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

sobre Anthony Passeron

Anthony Passeron nasceu em Nice em 1983 e é professor de Literatura e de História e Geografia numa escola profissional. Em 2022 publicou o seu primeiro livro, As Crianças Adormecidas, com que foi finalista do Prémio Inter 2023 e do Prémio dos Livreiros em França e venceu vários outros, entre os quais o Première Plume, de melhor obra de estreia, e o Wepler – Fondation La Poste, de literatura contemporânea.
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