2021-06-22

Tempo de parêntesis em direção à idade maior

Livros do Brasil publica O Belo Verão, de Cesare Pavese, obra premiada que teve apenas uma edição em Portugal, em 1965

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O Belo Verão é uma história intensa e delicada sobre a perda da inocência e o primeiro amor, narrada por Cesare Pavese, um dos mais talentosos autores italianos do século xx.

Escrita na primavera de 1940, mas publicada apenas em 1949, foi distinguida em 1950 com o Prémio Strega. A coleção Dois Mundos recupera assim esta obra há muito esgotada no mercado português, agora numa tradução de José Lima a partir do original italiano.

 

O livro estará disponível nas livrarias a 23 de junho.

 

Sobre o livro

Vive-se um verão quente, festivo, leve, e Ginia, de dezasseis anos, anseia por aventura. Conhece então Amelia, jovem sofisticada que se move pelo meio cultural boémio, e com ela descobrirá um mundo novo de liberdade intoxicante, repleto de prazeres reservados apenas àquela estação – andar pelos campos para lá das colinas, abrir as janelas e sentir o perfume da noite, descobrir o que há por detrás de um cortinado vermelho. «Naqueles tempos havia sempre festa», começa por nos contar o livro, no qual, nas palavras de uma crónica de José Tolentino Mendonça no jornal Expresso, «o verão vem descrito como um vazio, uma cratera para preencher com festas, arrebatamentos e hesitações».

 

O autor

Cesare Pavese nasceu em 1908, na pequena vila italiana de Santo Stefano Belbo. Em 1927 inscreve-se na Faculdade de Letras da Universidade de Turim e inicia pouco depois o seu trabalho de escrita e de tradução de alguns dos mais relevantes autores de língua inglesa do século xx, entre os quais John Steinbeck, William Faulkner e James Joyce. O seu primeiro livro de poesia, Trabalhar Cansa, é revelado em 1936. Combatente antifascista, foi preso e condenado ao degredo, aderindo, depois da guerra, ao Partido Comunista. Em 1947 publica Diálogos com Leucò (editado em Portugal pela Assírio & Alvim) e em 1949 O Belo Verão, livro que veria distinguido em 1950 com o Prémio Strega. Nesse mesmo ano, e pouco após o lançamento daquele que é considerado o seu romance mais bem-conseguido, A Lua e as Fogueiras, Pavese suicida-se, num quarto de hotel em Turim.

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