2021-01-06

Será o criminoso mais inteligente que o próprio leitor?

Publicado originalmente em 1932, O Mistério da Cruz Egípcia é um verdadeiro desafio intelectual. Com este título Ellery Queen marcou aquela que se revelaria a época áurea do género policial

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O Mistério da Cruz Egípcia, o quinto caso escrito por Ellery Queen e o sexto título deste autor na coleção Vampiro da Livros do Brasil, é uma provocação às nossas capacidades de lógica e dedução.

Exemplo clássico das histórias policiais, estamos perante uma das narrativas mais sombrias do universo Ellery Queen, conservando todo o enigma da intriga até às derradeiras linhas. O próprio título é ilusório, como se constata na introdução da obra, pois nestas páginas «não há pirâmides, não há adagas cópticas numa meia-noite escura num assustador museu egípcio, não há fellahin, não há pessoas orientais de grande influência ou em altas posições»…

 

O livro estará disponível nas livrarias a 7 de janeiro.

 

Sobre o livro

O crime não escolhe calendário. Na manhã do dia de Natal, na pacata vila de Arroyo, um corpo sem cabeça aparece crucificado num poste de sinalização. Ellery Queen não consegue deixar de pensar que há uma estranha ligação entre a posição do morto e a forma da letra T, mas a sua lógica não será capaz de prever, meses passados, três novas mortes em circunstâncias idênticas. Sem que surjam outras pistas, uma ligação aparente entre as vítimas, ou um motivo para os homicídios, o jovem detetive faz-se acompanhar do seu antigo mestre, o professor Yardley, numa caça ao homem por quatro estados americanos e que contará com o auxílio das polícias de Budapeste, Paris, Berlim e Viena. Será o criminoso mais inteligente que o próprio leitor? Este é o desafio lançado por Ellery Queen.

 

O autor

Ellery Queen é o pseudónimo conjunto de Frederic Dannay (de seu verdadeiro nome Daniel Nathan, nascido em 1905 e falecido em 1982, em Nova Iorque) e do seu primo Manfred B. Lee (Manford Lepofsky, também nascido em 1905 e falecido em 1971, naquela mesma cidade). Ambos com experiência em publicidade e leitores ávidos das histórias de Sherlock Holmes, a dupla escreveu o seu primeiro romance, O Mistério do Chapéu Romano, em 1929, apresentando então o detetive Ellery Queen, ele próprio escritor de romances policiais, formado em Harvard, dono de uma genialidade tão grandiosa quanto a sua arrogância. Até 1971, Ellery Queen foi autor e herói de mais de trinta romances, numerosas novelas, peças radiofónicas, filmes e séries de televisão. A par desta obra abundante e de qualidade, Dannay e Lee deixaram também a sua marca na história da literatura policial pela criação, em 1941, da Ellery Queen’s Mystery Magazine, famosa revista policial ainda hoje em atividade.

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