2020-05-19

Reedição d’A Torre da Barbela assinala centenário de Ruben A.

O Grupo Porto Editora celebra os 100 anos do nascimento deste singular autor publicando, de forma excecional, a sua obra mais emblemática na Coleção Miniatura, da chancela Livros do Brasil. Esta versão do romance em formato de bolso é editada, precisamente, na data de nascimento do escritor: 26 de maio.
As comemorações da efeméride terão continuidade no segundo semestre do ano, através das reedições dos títulos O Mundo à Minha Procura e Silêncio para 4 pela chancela Assírio & Alvim, que vem publicando a obra de Ruben A. desde a década de 80.

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A 26 de maio — precisamente a data de nascimento de Ruben A. —, fica disponível nas livrarias, e em formato ebook, a edição de bolso daquela que é a sua mais famosa obra. A Torre da Barbela é um espantoso retrato psicológico do país desde a sua fundação. Publicada em 1964, esta obra mereceu a Ruben A. o prémio Ricardo Malheiros, atribuído no ano seguinte pela Academia de Ciências de Lisboa.

 

Na margem esquerda do rio Lima, existe uma antiga torre de vigia, tão antiga quanto o nascimento da nação lusitana (e a única torre triangular de toda a Península!). Nos dias que correm, a Torre da Barbela é um velho monumento, memória do Portugal inventado pelas patranhas de um fantasioso caseiro-guia. O que a centena de turistas enganados não sabe é que, após o horário de visita, os antigos Barbelas, vindos de oito séculos diferentes, ressuscitam e habitam os seus arredores.

 

«Tem a torre trinta e dois metros de altura, é a maior da Península e os degraus contam-se em oitenta e nove, com patamares de descanso. A vista lá de cima é grandiosa.»

Ruben A.

 

O AUTOR

 

Ruben Alfredo Andresen Leitão nasceu a 26 de maio de 1920, em Lisboa. Formado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra, foi docente na área da Língua e Cultura Portuguesas na Universidade de Londres entre 1947 e 1952. Estreou-se em 1949 com Páginas , misto de diário e ficção, um texto que sairia ao longo dos anos seguintes, em seis volumes. Destacam-se ainda, na novelística, os romances Caranguejo (1954), narrativamente escrito de trás para a frente, sem numeração de página, e A Torre da Barbela (1964), onde o autor funde a ficção biográfica e a ficção histórica. A segunda metade da década de 60 será marcada pela publicação dos três volumes autobiográficos O Mundo à Minha Procura . A sua escrita distingue-se pelo recurso a inteligentíssimos jogos de linguagem, desconstrução dos eixos narrativos tradicionais, subversão cronológica dos eventos passados e, claro, pela crítica irónica a uma certa forma de ser português. Alguns meses antes da sua morte, foi convidado a dar aulas na Universidade de Oxford. Morreu em Londres, a 26 de setembro de 1975.

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