2018-03-19

O grande romance de Kenzaburo Oe, voz incontornável da literatura japonesa atual

Não Matem o Bebé é um livro duro e poético, inspirado na própria história do autor

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Depois de Morte pela Água, a Livros do Brasil publica a 22 de março o romance mais importante de Kenzaburo Oe, e também o mais pessoal, Não Matem o Bebé. Escrito em 1964, este romance revela já a originalidade e a força poética que lhe mereceriam trinta anos mais tarde, em 1994, a atribuição do Prémio Nobel da Literatura.

Com uma escrita dura e direta, com pequenos laivos de humor negro, Não Matem o Bebé descreve o momento marcante da vida de um homem, obrigado a examinar a sua vida e a pôr de lado sonhos utópicos após o nascimento do seu filho – um bebé que, tal como o filho do próprio Kenzaburo Oe, nasce com graves lesões cerebrais.

Sobre o livro:

Aos vinte e sete anos, Passarinho ainda não perdeu a alcunha de infância e passa os dias a sonhar com uma viagem de aventuras pelo continente africano, mas depois de casado e com um trabalho estável que o sogro lhe arranjara como professor de inglês numa escola particular, parece ver as raízes cravarem-se cada vez mais fundo. É então que nasce o seu primeiro filho: com metade do cérebro fora do crânio e uma esperança de vida que pode não passar de dias. O primeiro impulso é fugir. Com uma garrafa de Johnnie Walker em punho, toca à campainha de Himiko, sua antiga colega de faculdade, e procura abrigo no passado, enquanto no hospital se define o seu futuro.

O autor:

Kenzaburo Oe nasceu em Ose, no Japão, a 31 de janeiro de 1935. Em 1954 licenciou-se em Literatura Francesa pela Universidade de Tóquio e, em 1957, começou a publicar os seus primeiros textos, em revistas literárias, sendo no ano seguinte distinguido com o Prémio Akutagawa para melhor conto. Nesse mesmo ano iniciou-se como romancista. Temáticas como o não conformismo, o choque cultural e o isolamento individual e social no Japão moderno são frequentes nos seus romances, ensaios e contos. Oe é igualmente um forte opositor à energia nuclear. Em 1994, recebeu o Prémio Nobel da Literatura e é considerado a mais importante voz da literatura japonesa contemporânea.

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