2020-09-21

Impressões do cenário de infância de John Steinbeck

As paisagens áridas e a existência árdua na Costa Central da Califórnia inspiram as histórias de O Longo Vale, o novo título da coleção Dois Mundos

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Publicado originalmente em 1938, O Longo Vale reúne uma dúzia de contos que foram dos primeiros escritos por John Steinbeck, todos eles tomando como palco o vale de Salinas da sua infância. A última edição deste título em Portugal, datada de 1973 e há muito esgotada, não abarcava, porém, as quatro partes do conto «O Potro Vermelho», presentes agora nesta nova edição da Livros do Brasil, respeitando assim a estrutura original da obra, fixada nos anos 30.

 

O livro estará disponível nas livrarias a 24 de setembro.

 

Solidão, relações insatisfatórias e sexualidade reprimida emanam destas histórias que, antes de ganharem forma de livro, foram publicadas isoladamente em diversos jornais e revistas. Certas personagens desarmam-nos com a sua ternura e encanto, outras perturbam-nos com a sua impiedade, num conjunto de narrativas que refletem já muitos dos temas alicerce na prosa de Steinbeck: as tensões entre cidade e campo, trabalhadores e patrões, passado e presente.

 

Sobre o livro

A aridez da Natureza, os desafortunados que nela buscam uma gota de esperança, a inclemência do destino e dos homens são protagonistas destas narrativas, onde o domínio de forças hostis — naturais e humanas — acabará por fazer brotar os maiores ensinamentos de resiliência e de amor. Incluindo os contos «O Assassínio» e «A Promessa», ambos distinguidos com o Prémio O. Henry, deste volume fazem também parte as histórias de «O Potro Vermelho», centradas no jovem Jody Tiflin e nas aventuras que o ajudarão a crescer.

 

O autor

John Steinbeck nasceu em Salinas, na Califórnia, em 1902, numa família de parcos haveres. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso. Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco (Tortilla Flat na edição original), confirmado depois, em 1937, com a novela Ratos e Homens. A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e também por um grande fascínio para com a terra. Em 1939, publicaria aquela que, por muitos, é considerada a sua obra-prima, As Vinhas da Ira. Entre os seus livros, destacam-se ainda os romances A Leste do Paraíso (1952) e O Inverno do Nosso Descontentamento (1961), bem como Viagens com o Charley (1962), em que relata uma viagem de três meses por quarenta estados norte-americanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962. Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968.

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