2022-03-08

Detetive charmoso mas não infalível

Livros do Brasil expande a sua coleção Vampiro com a publicação do título O Último Caso de Trent, de E. C. Bentley

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Precisamente 40 anos volvidos sobre a sua última impressão na coleção Vampiro, O Último Caso de Trent está de regresso aos escaparates, numa edição revista que apresenta o texto integral. Título marcante da história da literatura policial – que põe em causa o paradigma, popularizado por Arthur Conan Doyle, do detetive infalível –, esta obra de E. C. Bentley é dedicada ao ensaísta, romancista, contista, dramaturgo e amigo Gilbert Keith Chesterton, "o príncipe do paradoxo".

 

O livro já se encontra em pré-venda e estará disponível nas livrarias a 10 de março.

 

«Entre o que interessa e o que parece interessar como pode o mundo que nós conhecemos julgar acertadamente?», questiona o autor logo às primeiras linhas. Considerada por Agatha Christie «uma das melhores histórias de detetives jamais escritas» e «uma narrativa de invulgar brilhantismo e charme» por Dorothy L. Sayers, O Último Caso de Trent surgiu em 1913 como um dos exemplos mais originais do género policial.

 

SOBRE O LIVRO

Em Wall Street, basta a simples menção do nome Sigsbee Manderson para o valor das ações subir ou descer a pique. É pois com surpresa, mas sem grande tristeza, que é recebida a notícia de que o seu corpo fora encontrado com o cérebro trespassado por uma bala. Quando todos parecem alimentar um forte motivo para assassinar o magnata – desde a sua mulher até um hipotético grupo de sindicalistas descontentes –, o caso parece bloqueado. A importante tarefa de descoberta da verdade caberá ao charmoso artista e detetive amador Philip Trent, uma mente genial com uma forte tendência para se apaixonar.

 

SOBRE O AUTOR

Edmund Clerihew Bentley nasceu em Londres em 1875. Colaborou como jornalista com várias publicações e em 1905 lançou o seu primeiro volume de poemas. O Último Caso de Trent surgiu em 1913 e alcançou um êxito imediato, surpreendendo com um enredo labiríntico e envolvente que lhe valeu louvores de figuras como Dorothy L. Sayers e fixou o nome de Bentley na história da literatura de mistério. Impulsionado pelo bom acolhimento deste romance, que seria adaptado ao cinema por três vezes, E. C. Bentley publicou em 1936 a sequela O Regresso de Trent. Nesse mesmo ano, e até 1949, assumiu a presidência do Detection Club, tendo sido muito próximo do seu primeiro presidente, o escritor G. K. Chesterton. Faleceu em Londres, em 1956.

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