2022-01-12

Coragem na vida e também na escrita

Livros dos Brasil publica Conferências e Discursos, de Albert Camus. Um livro inédito em Portugal, agora título da coleção Dois Mundos – Não Ficção

Partilhar:

Disponível pela primeira vez no mercado português, Conferências e Discursos reúne os trinta e quatro textos de que há registo proferidos publicamente, ao longo de mais de vinte anos, por Albert Camus. Com exceção da reflexão sobre «a nova cultura mediterrânica», de 1937, todas estas comunicações foram realizadas no pós-guerra, resultado de solicitações que se foram multiplicando à medida que crescia a notoriedade do escritor e a vontade de ouvir o seu ponto de vista sobre as mudanças mundiais em marcha.

 

O livro já se encontra em pré-venda e estará disponível nas livrarias a 13 de janeiro.

 

Em nenhum destes textos vemos o escritor citar ou chamar a atenção para as suas obras ou personagens, como se a experiência do criador tivesse pouco a ver com a experiência do orador ocasional. Convicto da necessidade de «transformar o ódio em desejo de justiça», Camus depõe nos seus discursos um apelo para combater a infelicidade do mundo através de uma união fraterna entre os povos, sendo que a cada indivíduo caberá a sua parte, inclusive ao escritor. Como sublinhou: «Prefiro os homens empenhados às literaturas empenhadas. Coragem na vida e talento nas obras, já não é assim tão mau.». Este novo título da coleção Dois Mundos – o 11.º com assinatura de Camus – inclui o discurso pronunciado por ocasião do Prémio Nobel da Literatura 1957.

 

SOBRE O AUTOR

Albert Camus nasceu em Mondovi, na Argélia, a 7 de novembro de 1913. Licenciado em Filosofia, participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e foi então um dos fundadores do jornal de esquerda Combat. Em 1957 foi consagrado com o Prémio Nobel da Literatura pelo conjunto de uma obra que o afirmou como um dos grandes pensadores do século xx. Dos seus títulos ensaísticos destacam-se O Mito de Sísifo (1942) e O Homem Revoltado (1951); na ficção, são incontornáveis O Estrangeiro (1942), A Peste (1947) e A Queda (1956). A 4 de janeiro de 1960, Camus morreu num acidente de viação perto de Sens. Na sua mala levava inacabado o manuscrito de O Primeiro Homem, texto autobiográfico que viria a ser publicado em 1994.

Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de navegação. Ao navegar estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade. Tomei conhecimento e não desejo visualizar esta informação novamente.

OK