2018-09-19

«Belo e brutal», o grande romance de James Salter

Brincadeira e Divertimento narra sem tabus a história de amor e sedução de um casal na França dos anos 60

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O The Guardian considerou-o um livro belo e brutal, que elevou a fasquia da escrita erótica. Acompanhando a história de amor de um jovem casal na França dos anos 60, Brincadeira e Divertimento é provavelmente o mais conhecido romance de James Salter, e chega às livrarias a 27 de setembro pela Livros do Brasil.

Publicada em 1967, Brincadeira e Divertimento foi imediatamente aclamada como obra maior da literatura norte-americana e James Salter como um dos grandes estilistas da prosa dos nossos tempos. Neste clássico de sedução, um narrador americano não nomeado parte de Paris para a vila francesa de Autun. «É nas terras pequenas», diz a dada altura, «que se descobre um país.» Alojado na casa abastada de um casal compatriota, onde as noites correm até tarde, movidas a álcool e festa, conhece Phillip Dean, rapaz genial que abandonara Yale e que passa agora os dias ao volante de um carro exuberante, saltando de cidade em cidade, financiado por um pai de amigos ricos. Estão juntos quando pela primeira vez avistam a jovem Anne-Marie, de dezoito anos, a dançar nos braços de um rapaz negro. Phillip e Anne-Marie combinam um encontro e é pela voz do narrador que se conta a sua história de atração, de sedução, de euforia sexual e de algum amor. Uma história talvez imaginada por alguém que dela alimenta os seus próprios impulsos.

O Autor:

James Salter nasceu em Nova Iorque a 10 de junho de 1925. Piloto da Força Aérea norte-americana, abandonou a carreira militar em 1957, um ano após a publicação do seu primeiro romance, The Hunters, com o qual captou desde logo as atenções da crítica. Passou pelo cinema, onde foi argumentista e realizador, antes de se dedicar em exclusivo à escrita, o que fez desde 1979. Destacam-se na sua obra romances como A Sport and a Pastime (1967) e Solo Faces (1979), os livros de memórias Burning the Days (1997) e Gods of Tin (2004), assim como o volume de contos Dusk and Other Stories, lançado em 1988 e premiado no ano seguinte com o PEN/Faulkner. Membro da Academia Americana de Artes e Letras desde o ano 2000, foi distinguido em 2010 com o Rea Award for the Short Story e em 2012 com o PEN/Malamud. O seu último romance, Tudo O Que Conta, publicado pela Livros do Brasil em 2015, marcou a sua estreia em Portugal. Faleceu a 19 de junho de 2015.

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