2021-06-09

A beleza trágica da paixão

Com Neve de Primavera, a Livros do Brasil dá início à publicação da tetralogia Mar da Fertilidade, de Yukio Mishima. Ao longo dos próximos anos, serão editados os restantes volumes, sempre com novas traduções.

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Publicado em 1969, Neve de Primavera é o primeiro romance da tetralogia Mar da Fertilidade, testemunho literário de Yukio Mishima, que morreria após terminar a última peça deste que é o mais monumental retrato do Japão do século XX.

A Livros do Brasil recupera assim um título há largas décadas esgotado em Portugal, numa nova tradução, de Tânia Ganho, e dá continuidade à publicação da obra do autor, depois de Confissões de Uma Máscara, Vida à Venda, O Templo Dourado e O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar.

 

O livro estará disponível nas livrarias a 9 de junho.

 

Sobre o livro

Durante a Era Meiji, o Japão abre-se ao Ocidente e uma nova burguesia, avessa aos tradicionais costumes e valores nipónicos, entretece-se com a antiga aristocracia. Kiyoaki, filho único do marquês Matsugae, descendente de uma família samurai cujas origens humildes o embaraçam, é enviado para viver os seus primeiros anos em casa de um nobre da corte e cresce lado a lado com a filha deste, a encantadora e vivaz Satoko. Agora adolescente, Kiyoaki vê-se dominado pela tensão entre o velho e o novo mundo, entre o passado das suas raízes e o presente de uma paixão avassaladora, capaz de agitar as estruturas imperiais e o próprio conceito de existência, a um ponto que só o seu fiel amigo Honda poderá testemunhar.

 

O autor

Novelista e dramaturgo, Yukio Mishima, pseudónimo de Kimitake Hiraoka, nasceu em Tóquio em 1925 e suicidou-se de forma mediática, praticando o ritual japonês seppuku, a 25 de novembro de 1970, manifestando assim a sua discordância perante o abandono das tradições japonesas e a aceitação acrítica de modelos consumistas ocidentais. O idealismo que enforma a sua obra e conduzirá a sua vida está enraizado no tradicionalismo militar e espiritual dos samurais, e a sua conceção da arte liga-se a um elevado culto da alma e do corpo. Mishima é um dos mais conhecidos escritores japoneses, várias vezes apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura e autor de obras inesquecíveis como Confissões de Uma Máscara (1948), O Templo Dourado (1956) ou O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar (1963).

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